Eu tenho a impressão de que me manter por perto é alum tipo de atestado de segurança, "se nada der certo a Larissa continua ali" e isso é medonho pois, eu realmente vou continuar 'ali'. Eu não largo ninguém pelo caminho, tenho pavor disso e medo de que me larguem também.
Mas sempre largam.
E largam nos piores momentos, largam quando eu começo a sentir minha língua inchar, quando eu tenho certeza de que meus ossos estão liquefeitos dentro de mim, largam quando minha mente já se desfez em repetições de todas minhas falhas, largam naquelas mensagens de 'bom dia' que ne verdade gritam 'socorro' nas entrelinhas.
Eu cansei de ser largada. Cansei de me sentir sozinha quando todos contam comigo. Cansei de estar na vida como se fosse um jogo e eu o peão mais usado, aquele do canto esquerdo que vai de um lado para o outro sofrendo ataques o tempo todo mas sem nunca ser realmente pego.
Eu quero ser a rainha e jogar até o final, quero acabar com o jogo. Depois percebo que não nasci pra isso, me perco e volto atrás, me jogo no tabuleiro como se fosse a última coisa a ser feita.
As bocas utópicas tem me feito companhia, enquanto você me afasta e me persegue, elas me curam do mal que você causou. Sei que não importa o número de bocas, vou lembrar de você pra sempre mas, o que está aqui dentro vai curando, a ferida vai fechando, o tempo vai passando e lá fora o Sol continua surgindo.
Você precisa se decidir se vai deixar eu viver minha vida sem você ou se vai entrar nela de uma vez por todas e permanecer nela, sem me abandonar, sem achar que eu quero mais do que aquilo que você pode me dar, sem me envolver em esquemas com outras garotas que querem mais do que você pode dar.
Todo aquele tempo é meu. Aquele tempo que você passou se jurando para mim, naquele tempo você foi minha e enquanto eu cultivar aquele tempo dentro de mim você você continua sendo minha.
Mas enquanto você me desrespeitar o cultivo cessa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário