01/08/2013

E novamente fui salva por um tipo maior de amor, aquele que te derruba no chão pra te erguer de novo por que sabe que você pode ser melhor, aquele amor que só um amigo pode dar. E mesmo sem saber, minha amiga me salvou. Não foi Camila (nenhuma das três), não foi trabalho, nem música, não foram as séries, foi a certeza de que se eu morresse agora agora, uma parte sua morreria junto.
Não poder morrer me salvou.
Por que não posso deixar mais nenhuma parte sua se calar.

24/07/2013

Lady 22

Eu te desculpei.
Mesmo sem querer. Eu desculpei.
Faz o quê? Um mês!? E eu já desculpei, eu falei com você como um ser superior e isso me fez mal, então eu desci do meu trono e te esperei, sabia que voltaria, e você voltou, mas não pra me amar, voltou pra dizer que eu sou importante mesmo no meio dessa bagunça, eu sou importante, mas não deveria ser. Eu deveria sumir da sua vida por completo, foi o que eu tentei fazer! Tentei, em um último ato desesperado, sumir para que você pudesse ser feliz com ela, a outra, que já estava ai desde o princípio, de quem eu te roubei, espero mesmo que tenha sido um ato válido.
Eu me doei para outra pessoa também, mas ela não era nem parecida com você e me repreendia por coisas que você gostava, me repreendia por eu ser apenas eu, então terminei com isso também.
Ontem, eu te desculpei, mas foi só por que você pediu.
Não havia motivo para desculpar, você me salvou inúmeras vezes, você me fez querer ser mais e maior e você estava lá e acredito que seu eu corresse para você hoje, agora, você estaria lá também. Eu nunca te vi mas te conheço. Te reconheço nas minhas coisas, imagino seu cheiro e uma amizade verdadeira surgindo dos destroços de um relacionamento falho. Eu não posso ficar com ninguém, Janaina disse que eu sempre amo demais a outra pessoa e essa pessoa costuma ver um ser superior e sábio em mim, e que é por isso que eu nunca dou certo com ninguém.
Queria saber fazer isso parar.
Tenho que encontrar alguém que seja mais sabida que eu. (o que não é difícil, o complicado é fazer ela gostar de mim)
Eu te desculpei e te desculpo já por qualquer outra coisa que possa acontecer, não sei se é essa vontade que eu tenho de amar, mas acho que nossa história ainda não acabou.
Quero fazer um acordo contigo: a gente vive nossas vidas e segue em frente, mas não se esquece. Nunca. A gente se coloca de molho num canto da vida e de vez em quando volta pra checar se está tudo bem. E ai, topa?
Eu anda sou a Lady 22 e sei que você me ama, pode não ser do jeito que uma mulher ama a outra, mas é amor e amor pode ser suficiente.

10/07/2013

Quem vai comprar o meu barulho?

Certos filmes mexem comigo mais do que o normal, tipo The perks of being a wallflower ou Garota, interrompida e eu sei que isso é normal visto que são filmes feitos para isso, porém eles ficam comigo por tempo demais. Eu sinto a dor de cada um deles e isso acaba comigo, deve ser minha 'empatia aguda' que a Rose fala tanto, quer dizer, eu consigo me colocar a frente de outras pessoas quando tenho que fazer alguma decisão, mas na maiorparte do tempo minhas decisões são baseadas em alguém.
1 - Minha irmã precisa de um lugar pra morar: Vou sair de casa e dividir algum lugar com ela.
2 - Minha mãe está cansada de andar de um aldo pro outro: Vou gastar minhas economias e tirar carta.
3 - Minha irmã não tem dignidade para arrumar um emprego: Vou pagar coisas pros filhos dela e pra ela.
Eu sei que esses exemplos são babacas, mas são coisas do dia a dia que me minimizam de uma forma que eu não compreendo.
Meu coração já veio partido e por isso tenho a tendência de ficar feliz demais quando arrumo alguém (estou aprendendo a não me apaixonar na primeira conversa, tudo que eu quero é poder dividir a vida com alguém. De verdade. Fazer aquela coisa de casar, brigar, separar, voltar, querer filhos, ter cachorros, brigar, brigar com os filhos, querer viajar, separar, levar café na cama, voltar, viajar com os filhos, brigar, viajar sem os filhos, brigar; eu gosto dessa rotina, do frio na barriga a cada briga, a cada beijo, eu gosto da paixão que queima forte e do amor que vem aos poucos e estralhaça.
E eu me perco nas palavras. A Clarice não sabe quem vai comprar aquele CD sobre uma pessoa só e eu não sei quem vai ler esses textos que são só sobre amor.

27/06/2013

Camila II

Levantou a cabeça sem querer sair da cama, não via motivo, o emprego era chato, a vida sem sentido. Havia realmente um ponto em sair da cama para reclamar do mundo em uma rede social qualquer por todo o dia a fio? Puxou o celular e acessou o aplicativo, ninguém dizia nada interessante, foi para o banho enquanto a mãe fazia o café. Tudo era sempre igual.
No caminho mantinha as músicas no modo aleatório tentando ter uma surpresa boa, nada.
“Hey...”
“Peguei seu número no twitter. rs”
Parecia 'Mensagem pra você' e seria se ela fosse a Meg Ryan, mas as coisas nunca eram tão fáceis (e nem ela tão bonita).
“Heey.”
“Imaginei!”
“Tudo bem?”
E foi desse jeito bobo que começou, como um nada despreocupado e sem pretensão, uma conversa simples sobre o tempo e o atraso e o Sol (ou a falta dele) e em uma semana elas já se pertenciam. Incondicionalmente. Totalmente. De um jeito puro, simples mesmo. De um jeito que eu ainda não entendo.
Percebeu que não precisa estar perto pra amar pra caralho.
Se jogou e se sentiu sem fim, se sentiu fazendo sentido e errada pra caralho. Queria tudo, sim, não, hoje, amanhã, café, cafuné, dia, noite e, tinha uma saudade sem sentido, pois nunca havia tido. Ainda não teve, mas nesse momento é mais questão de escolha, de saber se vale a pena o risco de quebrar a cara, se jogar contra um muro e esperar que ele desmorone no instante certo.
Foi isso que a outra construiu um muro. Muro intransponível, mas cheio de respiros, de frestas por onde ela tenta vazar, por onde ela ve a luz e tenta desesperadamente fazer parte. Aquele mundo não é o dela e nunca vai ser, ela sabe, mas ainda assim, ela tenta, ela luta contra aquele muro e ela espera vencer um dia.
Ela morre um pouco todo dia. A cada tweet, a cada indireta, a cada mostra de felicidade por que, apesar de ficar contente com a felicidade da outra, ela sabe que nada daquilo é pra ela, aquele coração de muitos amores não guarda o dela – ou talvez guarde, mas parece escondido demais.
Amor é pra sempre, e o dela sempre foi e sempre vai ser. Mas toma cuidado por que se algum dia o muro cair você vai encontrá-la lá, sentada, a espera, porém já meio morta, meio endurecida. A vida tem isso de endurecer as pessoas e ela já passou por umas coisas bem duras, toma cuidado com ela, por que você não precisa dar tudo que ela sonha, só fica perto, se preocupa, manda ela se cuidar de vez em quando, pergunta dos remédios, dos livros; ela vai saber o que falar, vai saber transpor o muro e deixar um pouco de intimidade correr.
Tudo que ela precisa é uma chance.
Uma única chance de mostrar que ela ainda tem valor.
Ela não mudou, ela espera a menininha do portão.


Menina, quando você passa
Me leva junto com você
Se me olha eu fico sem graça
Só me diga como vou fazer
Pra te ter aqui bem do meu lado
Sem hora pra poder te amar
Sem teu cheiro eu me despedaço
Sem teu colo eu não vou aguentar
Agora vem, cade você?
Te quero aqui, meu bem querer
Agora vem, vou te buscar
Te quero aqui só pra te amar
Menininha, quando você passa...



Menina Camila. Derruba o muro e deixa esse negócio estranho sair por ai e fazer todo mundo feliz. Ela não quer nada, ela é a Larissa, lembra? Ela entende.

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Eu não faço sentido, eu sei, não quero e depois eu quero de novo, mas eu sei que o que importa não é o quereres, é o que eu faço.
Só quero fazer parte.
Eu cresço e meu diagnóstico muda e a vida anda e empaca e anda de novo e eu saio pra rua e faço amigos e volto e quando deito na cama ainda penso no que poderia ter sido e não foi. Penso na falta de vírgulas e converso com aquela menina que não entende minhas piadas e que abrevia 'jogo' e que não sabe ler as entrelinhas e não conhece muita coisa de música brasileira e eu fico com vontade de chorar por que você está lá, online, mas tem aquele muro invisível que me mata e aquela falta de intimidade que eu sei como transpor, mas não lembro se ainda posso.
De quem é o próximo passo?
Quem anda agora?
Eu andei? Dei passos na sua direção ou foi só na minha cabeça?
Quem errou? Quem desistiu? Quem achou que ainda tinha algo que valia a pena?
Isso importa?
As Camilas me tiraram do meu lugar, da minha zona de conforto e me jogaram no mundo. Uma delas vai ter que vir me salvar.

26/06/2013

Camila

É impossível encontrar os livros da Clarah Averbuck assim, pelas esquinas da Internet, achei o Máquina meio na sorte, nem sei como.
Parece que vivi cem anos lendo a vida da Camila. Parece que eu morri, fui Camila e depois retornei e minha vida é sem graça, cheia de buracos e de lacunas e de poços onde eu caio e de onde saio, mas é minha vida. Me orgulho dela (será?), eu tento, tento viver do meu jeito, acreditar nas coisas que acho certas e vez ou outra cair em contradição pra ficar tudo mais bonito e menos perfeitinho. Minha mãe odeia, acha que eu sou louca (eu sou mesmo - TPL) por não querer casar, ter filhos e netos e não ver felicidade na xícara de café às sete da manhã, a questão é que eu quero casar, ter filhos, netos, gatos, cachorros, ratos, peixes, quero reclamar do café e deixar bilhete no espelho do banheiro. Vejo felicidade no café, na chuva, na cama, vejo felicidade naquela flor que saiu com a cor diferente e é toda única e vejo naquela que é igual as outras também, mas que talvez por isso seja especial. Eu quero isso. Mas quero do meu jeito. Quero quando eu quiser. Quero poder ser eu e me sentir eu.
Eu não sou a Camila, sou muito diferente, mas gosto do jeito que ela vive, gosto de como ela ve as coisas, eu não conseguiria, sou metódica, curto minha rotina meio atrapalhada, gosto de ser professora de Inglês e gosto de gostar dessa minha vida monótona, gosto do sabor do café e da vódca que eu juro que odeio mas que bebo se não tiver mais nada. Eu gosto de ser quem eu sou e só percebi isso quando vivi a vida da Camila e saí com gosto de porra na boca. Odeio porra.
Ás vezes eu até curto sexo com homem, mas só sexo, homem não serve pra namorar, pra ficar juntinho, não pra mim pelo menos. Nunca gozei com homem, mas eu gosto, acho excitante, acho bonito mesmo. Já transei com caras que transavam bem e com caras que transavam mal e isso não influenciou no jeito como eu me senti, fui pela alegria do momento, pela excitação e não pelo orgasmo. Não curto transar pelo orgasmo.
Já com meninas é diferente. Não tem nada mais bonito do que transar, foder, fazer amor, com mulher. As caras, as bocas, os sussurros, os suspiros, os gestos, o carinho e a falta dele; é tudo lindo demais. Eu me derreto na cama com uma mulher. Com mulher eu gozo. E gosto de gozar com mulher.
Mas pra transar comigo tem que deixar claro, na pegada inicial, se a gente vai foder ou vai dormir junto, por que ai o sexo muda também. Eu gosto dos dois. Gosto de sexo e gostei mais ainda de perceber que se eu falar de sexo e alguém não gostar não tem problema. Foda-se. Todo mudo transa e quem não transa, vai transar ou não vai mais e se fudeu.
A Camila me exorcisou de mim mesma.
To livre.

20/06/2013

Xadrez

Eu tenho a impressão de que me manter por perto é alum tipo de atestado de segurança, "se nada der certo a Larissa continua ali" e isso é medonho pois, eu realmente vou continuar 'ali'. Eu não largo ninguém pelo caminho, tenho pavor disso e medo de que me larguem também.
Mas sempre largam.
E largam nos piores momentos, largam quando eu começo a sentir minha língua inchar, quando eu tenho certeza de que meus ossos estão liquefeitos dentro de mim, largam quando minha mente já se desfez em repetições de todas minhas falhas, largam naquelas mensagens de 'bom dia' que ne verdade gritam 'socorro' nas entrelinhas.
Eu cansei de ser largada. Cansei de me sentir sozinha quando todos contam comigo. Cansei de estar na vida como se fosse um jogo e eu o peão mais usado, aquele do canto esquerdo que vai de um lado para o outro sofrendo ataques o tempo todo mas sem nunca ser realmente pego.
Eu quero ser a rainha e jogar até o final, quero acabar com o jogo. Depois percebo que não nasci pra isso, me perco e volto atrás, me jogo no tabuleiro como se fosse a última coisa a ser feita.
As bocas utópicas tem me feito companhia, enquanto você me afasta e me persegue, elas me curam do mal que você causou. Sei que não importa o número de bocas, vou lembrar de você pra sempre mas, o que está aqui dentro vai curando, a ferida vai fechando, o tempo vai passando e lá fora o Sol continua surgindo.
Você precisa se decidir se vai deixar eu viver minha vida sem você ou se vai entrar nela de uma vez por todas e permanecer nela, sem me abandonar, sem achar que eu quero mais do que aquilo que você pode me dar, sem me envolver em esquemas com outras garotas que querem mais do que você pode dar.
Todo aquele tempo é meu. Aquele tempo que você passou se jurando para mim, naquele tempo você foi minha e enquanto eu cultivar aquele tempo dentro de mim você você continua sendo minha.
Mas enquanto você me desrespeitar o cultivo cessa.

10/06/2013

O conto da Feiticeira Gelada (parte I)

Era uma vez uma feiticeira gelada, a tal vivia em um castelo de gelo com suas muitas esculturas também do mesmo material.. Muitas histórias eram contadas pelos habitantes da vila vizinha ao castelo de gelo, histórias que nunca chegavam aos ouvidos da feiticeira que não tinha contato nenhum com o mundo existente fora de seu paraíso pessoal, mas mesmo assim, elas ainda existiam e contavam sobre como a feiticeira havia se tornado má e sobre como ela congelou os próprios pais por puro prazer.
Alguns pais inclusive usavam a feiticeira para amedrontar seus filhos e deixá-los cientes dos perigos de vagarem sozinhos pelas redondezas; uma dessas crianças era a filha o casal mais pobre de todo o vilarejo, ela era ainda muito pequena, não passava de dez verões vividos. E sobre ela também haviam histórias, sobre a gestação difícil, sobre a queda que a mãe sofreu e sobre o temporal que durou doze Luas ter acabado no instante em que ela nasceu. A chamavam de filha do Sol e ela gostava, gostava de acordar bem cedinho e ir pra varanda para sentir os primeiros raios de seu pai lhe banharem o corpo, gostava de aproveitar aquela quentura doce que ia subindo por seus braços em câmera lenta e quando ela percebia todo seu ser parecia em chamas.
Histórias e mais histórias vagavam pela vila, porém a única que tinha sempre a mesma versão era a que dizia que um dia a filha da maior estrela já vista andaria pela terra e salvaria todos de um terrível destino, muitos acreditavam ser besteira, mas haviam os crentes e esses eram muitos; entre eles a verdade era de que a garotinha era a filha da estrela e ela estava fadada a salvar a todos da feiticeira gelada.
Enquanto isso, em outro canto da Terra, um jovem rapaz que buscava pela aprovação de seu pai ouviu a história da vila, ficou embasbacado por ninguém ter ido matar a fera fantasiada de mulher que aterrorizava criancinhas e transformava pessoas em cubos de gelo. Vestiu-se com sua indignação e partiu em busca da prova de sua valentia.
Ele passou por milhares de lugares antes de alcançar a vila fadada a destruição e ao chegar percebeu uma pequena garota escondida entre montes de feno, mas achou que ela apenas participava de uma das muitas brincadeiras diárias de crianças desocupadas e seguiu em frente sem saber que havia cruzado com aquela que salvaria sua vida.
Ainda era cedo e poucas pessoas vagavam pelas ruas, aquelas que estavam por ali se recusaram a falar sobre a feiticeira; "É mau agouro falar sobre ela", diziam. Enfrentando o próprio medo ele pulou de volta em seu cavalo e seguiu rumo ao castelo para sua desventura.
De volta a vila muitos já estavam preocupados, a pequena heroína havia sumido junto com o forasteiro, o que deixava os pais um pouco mais descansados era o fato de a pequena não saber sobre a feiticeira, ela não iria até o castelo, não se aproximaria da floresta, não tinha tanta coragem, mas mesmo mais calmos a busca continuou até o Sol estar alto e se tornar impossível. Nunca um Sol tão forte foi visto por aquelas bandas. Algo estava errado.

Ela tentava entender onde ele buscava chegar por aquele caminho tortuoso, qual parte do mundo era aquela? Estava perdida nesses pensamentos quando viu um brilho no horizonte, um tipo novo de luz, a luz do Sol refletida em algo. Um diamante gigante. O cavaleiro adentrou no jardim e logo a feiticeira pode ser vista. Pálida como o próprio gelo, cabelos brancos e ao mesmo tempo tão jovem, tão simples e limpa que parecia reluzir ela mesma a luz da grande estrela.
Foi quando a garota percebeu e exclamou em voz alta: "É de gelo!"
O cavaleiro entrava com cuidado, espada em punho e voz retumbante: "Você não ferirá mais ninguém! Eu não permitirei, levarei sua cabeça para provar a meu pai que sou digno de honrarias."
"Eu nunca machuquei ninguém" - ela retorquia enquanto dava pequenos passos para trás, tentando fugir do rapaz.
"Como esperas que eu acredite quando tudo que vejo são estátuas vis criadas por sua doença?"
"Não foi por querer." - falava com uma criança encurralada num canto da cozinha com um biscoito de chocolate em mãos.
A garota já estava quase dentro do castelo também e tentava encontrar uma forma de salvar aquela moça tão linda dos braços daquele homem que aparentava ser o mais terrível de todos os homens.


Ah... Por que o tempo passa tão veloz?
Por que ele não pára pra gente respirar?

Ah... Por que o teu silêncio me traz a paz?
Segura a minha mão, não te deixo partir.

Quando se lembrar de mim,
Feche os olhos, olhe pro céu,
Quando me quiser aí,
Diga alto o meu nome, que eu vou.

Ah... Não fique triste pois nada acabou,
Só dê um sorriso que o tempo vai voltar.

Ah... Espero contar de novo os dias longos
E diminuir a falta de você, de você...

Quando se lembrar de mim,
Feche os olhos, olhe pro céu,
Quando me quiser aí,
Diga alto o meu nome, que eu vou.




Preciso que você saiba que esse é um grande erro.
Eu não sou perfeita, nem tenho pretensão de ser (mentira, tenho sim), mas com você eu sempre quero ser melhor e maior pra te orgulhar e fazer a gente dar certo e sim, meu bem, eu posso estar errada, porém posso também estar certa e se eu estiver quem se arrependerá é você por não ter nos dado outra chance. Uma real dessa vez.
Esperar não dói.
Não se for por você.


Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar

06/06/2013

Amor e traição

Por vezes eternamente pior quando escondido, o simples ato de virar-se de costas denota a consciência do erro e a necessidade do perdão não pedido que, todos sabem hora ou outra virá.
O que não sabem é que o ato de virar-se também mostra o desejo de manter segredo, o que faz com que o outro se sinta excluído e parte de nada. O amor provindo desse ato só pode ser tido como obrigatório, é amor que pede perdão e por isso, talvez, o sorriso seja aquele de quem chora num enterro.
O fazer escondido transpassa traição tida como errada até mesmo pelo traidor. Ele conhece o ato, sabe o que pode causar, mas ainda assim, consciente de ser o assassino do amor até então julgado o mais belo de todos, fecha os olhos e se priva da responsabilidade. Se assegurando de se convencer disso em cada pensamento.
Outra coisa que nem todos sabem é que algo pode ser sentido com mais força do que essa simples traição já discutida que é a de virar-se de costas; a demonstração de amor que vem logo após a traição. É tão forte que faz o traído se sentir culpado por não ter tido forças para lutar contra a traição e permanecer ali, contando os dias, as horas, se fazendo necessário e torcendo para que tudo de errado por que ele estará lá quando isso acontecer, mas não é isso que importa.
A traição e o amor são as únicas coisas que importam. Ainda não certo de que o amor pode vir da traição, não o amor pelo objeto da traição, é claro, mas o amor pelo ser traído. Talvez sentir esse amor seja a mais pura das sensações, pois esse pode ser o amor mais puro já que é o amor provindo da consciência do erro.
Alguns virarão a cabeça ao ler isso sabendo que são traidores, não façam isso! Não são traidores do amor, somente do ser traído, não traem o amor enquanto não amam o objeto da traição. Se afastem da sociedade quando se pegarem amando o objeto da traição e afastem o ser traído do objeto.
Amor e traição não coexistem, nascem um do outro, mas não coexistem

Einmal ist Keinmal

Uma vez não conta, uma vez é nunca.
Acho muito necessário começar dessa forma, não deixe a frase acima incitar expectativas. Essa é só mais uma historinha de dormir.
Talvez minha última.
Era uma vez uma moça muito bonita, mas não era casada. Nuca fora e acreditava que nunca seria. A vida não fora boa com ela, pelo menos era nisso que ela gostava de crer, pois assim não era necessário culpar ninguém em especial.
Seu maior desejo com absoluta certeza não era casar porém havia sido criada para tanto. Nossa moça sonhava com o amor de um humano comum, ela não precisava de promessa até então.
Alguns apareceram, amor consumado e jurado em vão.
Alguém ainda estava por vir, ela sabia.
Ela podia apenas esperar e fazia somente isso.
Não muito longe dai um moço muito divertido assistia nossa moça bonita e se apaixonava cada vez mais por aquela figura tão pitorescamente construída.
Mas o amor apareceu para ela na mal desenhada figura da garota quieta que por ela, e só por ela foi descoberta. As camadas retiradas, uma a uma, revelando a alma calma e pesada.
Amor consumado e por fim consumido.
Com o tempo acabou, a paixão, a troca, a simplicidade, a conversa, depois do consumo tudo acabou. O menino divertido jogou sua figura com tanta força sobre as duas que a base não aguentou e por fim caiu.
A primeira vez foi logo após isso e a garota quieta achou que a primeira vez bastaria, porém com certa dificuldade veio a entender que "einmal ist keinmal". E assim, muitas outras ocorreram.
Ainda os vejo rindo enquanto ele a envolve na sua atmosfera diluidora de lembranças e ela se assusta quando enxerga a menina quieta logo adiante, ela, por sua vez, ouve as memórias musicais tentando apagar mentalmente as tatuagens deixadas por todo seu corpo.
E eles viveram felizes pra sempre (pelo menos um deles).