Certos filmes mexem comigo mais do que o normal, tipo The perks of being a wallflower ou Garota, interrompida e eu sei que isso é normal visto que são filmes feitos para isso, porém eles ficam comigo por tempo demais. Eu sinto a dor de cada um deles e isso acaba comigo, deve ser minha 'empatia aguda' que a Rose fala tanto, quer dizer, eu consigo me colocar a frente de outras pessoas quando tenho que fazer alguma decisão, mas na maiorparte do tempo minhas decisões são baseadas em alguém.
1 - Minha irmã precisa de um lugar pra morar: Vou sair de casa e dividir algum lugar com ela.
2 - Minha mãe está cansada de andar de um aldo pro outro: Vou gastar minhas economias e tirar carta.
3 - Minha irmã não tem dignidade para arrumar um emprego: Vou pagar coisas pros filhos dela e pra ela.
Eu sei que esses exemplos são babacas, mas são coisas do dia a dia que me minimizam de uma forma que eu não compreendo.
Meu coração já veio partido e por isso tenho a tendência de ficar feliz demais quando arrumo alguém (estou aprendendo a não me apaixonar na primeira conversa, tudo que eu quero é poder dividir a vida com alguém. De verdade. Fazer aquela coisa de casar, brigar, separar, voltar, querer filhos, ter cachorros, brigar, brigar com os filhos, querer viajar, separar, levar café na cama, voltar, viajar com os filhos, brigar, viajar sem os filhos, brigar; eu gosto dessa rotina, do frio na barriga a cada briga, a cada beijo, eu gosto da paixão que queima forte e do amor que vem aos poucos e estralhaça.
E eu me perco nas palavras. A Clarice não sabe quem vai comprar aquele CD sobre uma pessoa só e eu não sei quem vai ler esses textos que são só sobre amor.
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