06/06/2013

Einmal ist Keinmal

Uma vez não conta, uma vez é nunca.
Acho muito necessário começar dessa forma, não deixe a frase acima incitar expectativas. Essa é só mais uma historinha de dormir.
Talvez minha última.
Era uma vez uma moça muito bonita, mas não era casada. Nuca fora e acreditava que nunca seria. A vida não fora boa com ela, pelo menos era nisso que ela gostava de crer, pois assim não era necessário culpar ninguém em especial.
Seu maior desejo com absoluta certeza não era casar porém havia sido criada para tanto. Nossa moça sonhava com o amor de um humano comum, ela não precisava de promessa até então.
Alguns apareceram, amor consumado e jurado em vão.
Alguém ainda estava por vir, ela sabia.
Ela podia apenas esperar e fazia somente isso.
Não muito longe dai um moço muito divertido assistia nossa moça bonita e se apaixonava cada vez mais por aquela figura tão pitorescamente construída.
Mas o amor apareceu para ela na mal desenhada figura da garota quieta que por ela, e só por ela foi descoberta. As camadas retiradas, uma a uma, revelando a alma calma e pesada.
Amor consumado e por fim consumido.
Com o tempo acabou, a paixão, a troca, a simplicidade, a conversa, depois do consumo tudo acabou. O menino divertido jogou sua figura com tanta força sobre as duas que a base não aguentou e por fim caiu.
A primeira vez foi logo após isso e a garota quieta achou que a primeira vez bastaria, porém com certa dificuldade veio a entender que "einmal ist keinmal". E assim, muitas outras ocorreram.
Ainda os vejo rindo enquanto ele a envolve na sua atmosfera diluidora de lembranças e ela se assusta quando enxerga a menina quieta logo adiante, ela, por sua vez, ouve as memórias musicais tentando apagar mentalmente as tatuagens deixadas por todo seu corpo.
E eles viveram felizes pra sempre (pelo menos um deles).

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